sábado, 7 de abril de 2012

Endemoninhado de Cafarnaum - 1ª parte



Tema : As estratégias do inimigo x As estratégias de Jesus

Milagre : 5º -  A libertação do endemoninhado de Cafarnaum

Textos : Marcos 1. 21-28; Lucas 4. 31-37

Para podermos desenvolver o entendimento do texto bíblico é necessário conhecermos o pano de fundo da história. Vamos reflexionar juntos:

Agora que Jesus já havia escolhido e convocado alguns homens para estarem com ele, era necessário escolher um lugar para ser a sua base operacional. Jesus havia sido rejeitado em Nazaré a cidade onde ele cresceu e desenvolveu os seus talentos como carpinteiro. Jesus não fica se lamentando pelo desprezo deles para com ele (Lc 4.29-31), pelo contrário Jesus avança em direção a um alvo a ser alcançado. A fama de Jesus se dimensionava rapidamente consequentemente o ministério de Jesus crescia, ampliava-se e se fazia necessário a escolha de um ponto estratégico, um quartel-general para se tornar a base de operações do seu ministério.

1º - Para crescer e enfrentar as adversidades com sucesso eu preciso ter estratégias

Marcos 1:21 - Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

Luc 4.31 - E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.

“Deus vai te dar estratégias para você vencer”

O que é estratégia?

Segundo a Wikipédia, “Estratégia é a definição de como os recursos serão alocados para se atingir determinado objetivo.”

Na linguagem administrativa quando falamos em estratégia precisamos entender que estratégia é o planejamento gerencial para reforçar a posição da organização no mercado, promover a satisfação dos clientes e atingir os objetivos de desempenho da empresa. A estratégia da empresa consiste do conjunto de mudanças competitivas e abordagens comerciais que os gerentes executam para atingir o melhor desempenho da empresa.

A estratégia pode ser definida como o conjunto de objetivos, finalidades, metas, diretrizes fundamentais e os planos para atingir os objetivos.

A palavra estratégia vem do grego “strategos” a arte do general.

Para os generais gregos a primeira análise sobre estratégia é que ela tem compromisso com a ação. Eu só posso agir se tiver objetivos definidos.

O objetivo dos generais era definir:

1.     Em que posição de guerra nós estamos (número de soldados, número de armas, posição geográfica, territórios já alcançados – isto significava o que somos de verdade)
2.     Que tipo de posição nós podemos chegar (o que temos feito para crescer)
3.     Quais os territórios que nós podemos alcançar (se crescermos até onde podemos chegar)

Não basta apenas tomarmos decisões precisam ser decisões estratégicas que nos façam elevar a empresa, nossos objetivos e nossas vidas para patamares maiores e mais elevados.

Todo líder para obter um planejamento estratégico que traga resultados satisfatórios precisa fazer subir a posição de liderança da empresa no mercado, gerir a satisfação dos seus clientes, desenvolver o crescimento da produtividade da empresa.

1.     Para isto é necessário à formação de uma equipe de trabalho que se dedique integralmente à empresa.
2.     Uma base operacional que de todas as estratégias necessárias para o desenvolvimento da empresa
3.     Ter uma missão - Uma empresa sem missão é uma empresa sem um norte definido. Uma empresa que não tem uma missão definida não tem condições de definir nenhuma estratégia.

Jesus que sempre foi General dos generais, mestre por excelência, administrador e planejador estratégico vai começar a formar as estratégias para o crescimento do seu ministério.

1.     Jesus estava formando sua equipe de trabalho – Os discípulos
2.     Jesus precisa de uma base operacional – Ele vai escolher Cafarnaum
3.     Jesus tem uma missão anunciar o reino de Deus e desfazer as obras do diabo

Mais a frente vamos ver melhor sobre isto, a formação da equipe de Jesus, os seus discípulos e a escolha da sua base operacional que foi Cafarnaum.

Jesus já esta em Cafarnaum apresentando a sua missão na sinagoga que era anunciar o reino e desfazer as obras do diabo.

2ª – Deus te dará pontos estratégicos para o crescimento

Jesus estava ensinando em uma sinagoga

Marcos 1:21 - Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

Luc 4.31 - E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.

Jesus precisa de pontos estratégicos, ele vai escolher entre um dos pontos para anunciar sua missão as sinagogas.

1.     A Sinagoga



A sinagoga começou a existir na Babilônia nos tempos do exílio como substituto do serviço do templo ou talvez para suprir uma necessidade dos exilados de se reencontrarem para matar suas saudades (ver Salmo 137). As sinagogas foram desenvolvidas, devido à inexistência de um templo para os judeus cultuarem a Deus. O culto realizado na sinagoga se tornou um hábito para eles. A sinagoga se tornou um ponto de encontro espiritual e cultural onde eles praticavam suas orações, adoravam a Deus, liam as Escrituras, ouviam a palavra e também ensinavam seus filhos para não perderem seus referenciais espirituais e culturais. Foi introduzida por Esdras na Palestina e logo se difundiu por toda a Israel. Com isto a sinagoga tornou-se um lugar sagrado para os judeus, e depois do exílio na volta para Israel, cada cidade passou a ter a sua. Champlim nos informa que “no tempo de Jesus havia sinagogas em qualquer vila. Em Jerusalém, existiam, aproximadamente, 480”. Jesus frequentava, assiduamente, as sinagogas em Israel (Mt 4.23; 9.35; Lc 4.16-30; 13.10; Jo 6.59; 18.20, entre outros).

A sinagoga passou a ser considerado um elemento central da cultura e religião judaica. Diversas atividades eram praticadas na sinagoga: o culto religioso, era utilizada como escola para as crianças, reuniões importantes, decisões políticas, etc...

O termo “sinagoga”, do grego sunagoge, tecnicamente, significa “casa” ou “lugar de reunião”.
No hebraico chamavam-na de Beit Knesset (casa de reunião); Beit Tefilá (casa das orações); Beit Midrash (casa de estudo).
A Sinagoga então passou a ser o lugar onde os judeus se reuniam servia como:
  1. Local de Culto
  2. Escola
  3. Tribunal

A sinagoga como escola
O analfabetismo era muito raro entre os judeus do sexo masculino. Ao completar 13 anos, os meninos deviam comparecer à sinagoga e ler uma passagem da Torá (as Sagradas Escrituras judaicas, constituídas pelos cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Era o Bar-Mitzvá, um rito de passagem no qual o jovem se tornava responsável por todos os seus atos. Por força dessa tradição, todos os garotos recebiam uma instrução elementar, que compreendia a leitura, a escrita, a história do povo judeu e o conhecimento dos principais salmos da Bíblia, adotados como orações.
A sinagoga como tribunal
Na sinagoga que era onde haviam as reuniões dos homens. O objetivo era tratar de todos os casos referentes ao povo (Mt 5.22). As punições eram definidas na sinagoga (Mt 10.17 ; Mc 13.9; Lc 12.11,12; Lc 21.12). As absolvições também eram concedidas na sinagoga

Jesus estava ensinando em uma sinagoga, isto agora nós já entendemos mas onde era esta sinagoga?

Na cidade de Cafarnaum

Em Cristo

Seu amigo

Pr. Ezequiel Barbosa

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