terça-feira, 26 de junho de 2012

A Cura do homem da mão mirrada - Parte 5

4º - Jesus assume a tribuna e começa a ensinar
Lucas 6:6) - E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando;
Eu fico a imaginar o que Jesus esta lendo naquele dia. Lucas quatro vai nos apresentar Jesus lendo um trecho do profeta Isaías. Digamos que Jesus abriu as Escrituras e iria ler no pergaminho do profeta Isaías novamente. Jesus abre o livro em Isaias 41 e começa a ensinar o que o profeta queria transmitir ao seu povo.
Isaías 41: 1 - CALAI-VOS perante mim, ó ilhas, e os povos renovem as forças; cheguem-se, e então falem; cheguemo-nos juntos a juízo. 2 - Quem suscitou do oriente o justo e o chamou para o seu pé? Quem deu as nações à sua face e o fez dominar sobre reis? Ele os entregou à sua espada como o pó e como pragana arrebatada pelo vento ao seu arco. 3 - Ele os persegue e passa em paz, por uma vereda por onde os seus pés nunca tinham caminhado. 4 - Quem operou e fez isto, chamando as gerações desde o princípio? Eu o SENHOR, o primeiro, e com os últimos eu mesmo. 5 - As ilhas o viram, e temeram; os fins da terra tremeram; aproximaram-se, e vieram. 6 - Um ao outro ajudou, e ao seu irmão disse: Esforça-te. 7 - E o artífice animou ao ourives, e o que alisa com o martelo ao que bate na bigorna, dizendo da coisa soldada: Boa é. Então com pregos a firma, para que não venha a mover-se. 8 - Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo; 9 - Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei. 10 - Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. 11 - Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão. 12 - Buscá-los-ás, porém não os acharás; os que pelejarem contigo, tornar-se-ão em nada, e como coisa que não é nada, os que guerrearem contigo. 13 - Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo.
Ele começa a falar, a ensinar a palavra e os olhos de todos eram fixados nele. Os presentes se deleitavam com suas palavras, e outros o analisavam palavra por palavra para ver o que ele falaria ou faria.
E quando ele fala? Que coisa extraordinária a autoridade da sua voz.
O poder da voz de Deus - Sl 29
Salmos 29: 1 - DAI ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força. 2 - Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade. 3 - A voz do SENHOR ouve-se sobre as suas águas; o Deus da glória troveja; o SENHOR está sobre as muitas águas. 4 - A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade. 5 - A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR quebra os cedros do Líbano. 6 - Ele os faz saltar como um bezerro; ao Líbano e Siriom, como filhotes de bois selvagens. 7 - A voz do SENHOR separa as labaredas do fogo. 8 - A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades. 9 - A voz do SENHOR faz parir as cervas, e descobre as brenhas; e no seu templo cada um fala da sua glória. 10 - O SENHOR se assentou sobre o dilúvio; o SENHOR se assenta como Rei, perpetuamente. 11 - O SENHOR dará força ao seu povo; o SENHOR abençoará o seu povo com paz.
1.     Jesus sabia como aquele homem estava
2.     Jesus sabia qual era a intenção dos escribas, dos fariseus
3º - Jesus estava sendo analisado para o acusarem
(Marcos 3:2) - E estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem.
(Lucas 6:7) - E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar.

(Mateus 12:10) - E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?

O objetivo daqueles homens que eram escribas e fariseus conhecedores da palavra era intencional, maquiavélico e maligno. Eles conheciam Deus pelas Escrituras Sagradas, porém não tinham intimidade com este Deus. Ao ponto de não entenderem quando este Deus desceu na terra para resgatá-los.

Jesus esta sendo investigado minuciosamente, cada passo que Jesus dava era inquiridor, e questionado pelos fariseus. Havia uma equipe de detetives que estavam presentes à espreita na culminância de verem uma situação errônea diante da lei para o acusarem.

4º - Jesus conhecia os problemas internos da vida daquele homem
1.     Na Vida espiritual : não podia levar o  sacrifício; dar o dízimo, ofertar,
2.     Na Vida familiar : não podia abençoar, dar as mãos, abraçar
3.     Na Vida financeira – Ele não podia trabalhar com excelência
Sabe quando temos algo que não podemos nos manifestar algo sério que nos incomoda seriamente, Jesus conhece. Ele sabe que todo o momento destrutivo que você tem passado tem maltratado você. Mas Jesus vai tratar terapeuticamente da situação deste homem.
5º - Jesus também conhecia os pensamentos e intenções dos fariseus
(Lucas 6:8) - Mas ele bem conhecia os seus pensamentos;
Jesus sabia que estava na fase da Inquirição ele seria pressionado, jogado na parede, dissipado sem dó, iriam esmagar Jesus se eles pudessem. Estavam procurando um motivo para condená-lo. A falta de temor e respeito pelas coisas do Eterno era patente aos olhos de todos, eles não respeitaram nem o momento do ensino da palavra. Enquanto Jesus estava ensinando, ministrando a palavra com certeza gerando fé, esperança e novas expectativas para vida de muitas pessoas inclusive daquele homem que tinha a mão mirrada. Naquele momento de graça de receber o que Deus estava falando, a palavra oral divina aqueles homens vão agir inescrupulosamente sem nenhum senso de humanidade e vão questionar Jesus com uma pergunta impactante, mas não porque queriam ver Jesus agir para o bem de todos presentes, não, era uma pergunta que implicaria a postura e a opinião de Jesus diante das regras judaicas com relação ao sábado, ao shabat o dia de descanso. Do nada, mas de mentes malignas surge à pergunta:
(Mateus 12:10) - ...para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?
Jesus conhecia a intenção daqueles homens, e sabia que a intenção do coração deles era intencionalmente acusá-lo de suas ações inerentes ao sábado.
Jesus sabia que eles o queriam acusá-lo, que eles estavam armando uma armadilha.
A questão que dava o tom da conversa era:

A do certo ou do errado. Do pode ou não pode?

É lícito curar no sábado?

Era a pergunta que pairava no ar, diante de todos os presentes na sinagoga.

Na mente daqueles homens o pensamento era: VAMOS PEGAR JESUS ELE VAI CRIAR UMA HERESIA

1.     Os fariseus estavam à espera que ele falasse ou fizesse algo para o acusarem.

2.     Parece que o objetivo deles era apanharem-no de uma vez por todas.

3.     O verbo katêgoréô está no aoristo do conjuntivo. Literalmente a palavra significa “falar contra” ou “acusar em justiça”. (Marcos 3:2) - E estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem. Eles estavam procurando um motivo para a acusação.

4.     De acordo com os escritos rabínicos, admitia-se que se aliviasse o sofrimento de alguém quando a sua vida estivesse em perigo. Na situação atual, o homem não estava em perigo de vida, pois tinha apenas uma mão mirrada. Ele ainda poderia realizar muitas coisas com a mão apesar de ser tratado como maldito.

Todos os presentes estão baseados nos ensinos que eles aprenderam pela tradição de seus pais de anos e anos. Toda a religiosidade cultica que eles receberam como ensinamento dizia que era errado curar no sábado. Os rabinos sempre apontaram para a preservação do sábado como um dia de descanso inclusive das obras benéficas.

 A questão é que os homens olhavam apenas para o dia do sábado, e não para a essência do sábado que era gerar descanso. Gerar descanso, vida e novas esperanças para aqueles homens cansados do jugo e da opressão romana. Maltratados pelas intempéries da vida. A lógica divina do sábado era que Cristo é o nosso descanso. Cristo é o Senhor do sábado. Cristo é o nosso alívio. Este Jesus que é o nosso sábado se identifica com as dores do ser humano, ele tem compaixão pelo seu sofrimento, e sente a sua dor.

(Lucas 6:8) - Mas ele bem conhecia os seus pensamentos;

Imagine o silêncio na sinagoga, nenhuma palavra se houve na sala, um silêncio total pós a pergunta do fariseu. Porém, Jesus que nunca fugiu de um desafio, que nunca teve medo de oposição, que nunca correu das batalhas e nunca se encurvou por ser pressionado. Aceitou o desafio proposto. Porque Jesus tinha um propósito. Mudar a história daquele homem, trazer alento para suas dores intrínsecas, fazer aqueles homens entenderem o que era o descanso proposto pelo seu Pai. Todos precisavam dimensionar o verdadeiro sentido do sábado gerir descanso para os cansados e oprimidos, e os mesmos oferecerem o melhor da sua adoração ao Eterno.
Pr. Ezequiel Barbosa
@ezequielbarbosa.com

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